sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Paris, avec amour!


Amor tem lugar, talvez, tem vez, hora de suspirar, sonhar em francês! 
Assim , quem sabe, o sentimento é momento único,  enfim.
Amor tem dia, tem planejamento ou acontece no atropelo?
Amar implica em zelo, em desvelo, no cego apelo!
Em Paris se ama a luz, energia sonhadora, redentora,
Esperança de transceder no espaço,  com a saudade o que faço? 
Volto lá e te encontro, naquele ponto em que paramos o roteiro,
Tu me olhas fascinado, eu choro um pouco primeiro.
Depois, nos aglutinamos num corpo só,  sem dó, 
Doemos juntinhos nossas dores  amenizadas, 
E se pudermos,  do verbo dar, doemos muito mais
Mais amor, bem mais, até o fundo de nós, 
Nos envolvamos em grudado encanto, atemos os nós
De pernas, bocas, dedos, olhos, ancestrais,
Aquele louco prazer de constatar afinidades,
Enquanto Paris alucina e o amor ensina
A reviver cada segundo, nas saudades,
Agradecendo a sorte, tão humana e tão divina,
De termos nos percebido no mundo vasto,
Em dias de frio ou calor, de paixão e amor!
Assim, desfilar de mãos dadas em Paris
Pode ser um evento incrível,  inesquecível, 
E deve nos abastecer de astral perfeito,
Um lance eterno, um bom conceito,
A brandura do enternecer e loucura do imprevisivel!
Cida Torneros

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