quarta-feira, 27 de agosto de 2014

contra-ataque do amor: Camilo Sesto - El amor de mi vida

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contra-ataque do amor: MAYSA - QUIZÁS QUIZÁS

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contra-ataque do amor: Paris, avec amour!

contra-ataque do amor: Paris, avec amour!: Amor tem lugar, talvez, tem vez, hora de suspirar, sonhar em francês!  Assim , quem sabe, o sentimento é momento único,  enfim. Amo...






minhas faces, hoje, quando estava com uma amiga




contra-ataque do amor: AMALIA RODRIGUES "MEU AMOR, NEU AMOR"

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contra-ataque do amor: Laura Pausini - Especial Miguel Bosé (Te Amaré)

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bom dia!


terça-feira, 19 de agosto de 2014

o reencontro no fim de tarde


Ele e eu nos revemos por acaso.
-VOCÊ ESTÁ BONITA!
Ele diz, com espontaneidade. Era meu vizinho por mais de dez anos. Mudou-se há alguns meses e no dia sa despedida, aquele homem de quase dois metros, 20 anos mais jovem que eu, ao me abraçar,  chorou, surpreendendo-me.
Estamos no fim de tarde, ele veio buscar o filho adolescente na escola em frente,  estou saindo e nos esbarramos. Nosso reencontro é carinhoso, respeitoso e seu elogio me soa sincero.
A beleza está nos olhos de quem a vê.  Sei que estou abatida, mas arrumadinha. Tudo é bem rápido,  a energia que trocamos paira no ar como somatório de promessas vagas.
Nosso até breve tem jeito de "quem dera pudessemos ultrapassar barreiras e nos entendermos melhor.
Fica no espaço a sensação prazerosa de bons augúrios.  
Caminho em direção à casa da minha mãe.  Ele aguarda o filho e nossas vidas seguem rumos diversos.
Um dia, eu o chamei tuaregue, nos tempos em que me circundava e pedia um café. Não mais o barulho dacsua moto. O vizinho solitário como eu, que cuidava do filho que vi crescer.
 Pairava entre nós a delicadeza e havia um acordo mudo em torno da mirada intensa. Nossas conversas foram superficiais e sinceras,  os anos nos deram a confiança da proximidade fisica de casas grudadas e, muitas vezes, nos cumprimentamos percebendo que nossos humores oscilavam. 
Sorrimos e contamos historinhas de vida. O tempo passou. 
Ao nos reencontrarmos talvez seja mesmo o instante de vermos a beleza que ainda cultivamos em corações que se sintonizam,  batem no compasso da boa vizinhança.  
E a noite veio. Há meses, na casa ao lado, vive o silêncio do vizinho e a placa de vende-se anuncia que por ali passou alguém cuja presença bonita refletia a minha.
Cida Torneros  

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Femme...

Ser fêmea, em questão de sentidos, é um apanhado de singularidades, emoções, e nem está, definitivamente, atrelado ao gênero, mas ao comportamento e ao sentimento. Um gay ou um hetero, um ser pode ser feminino, independente do sexo que tenha nascido. No mundo, em culturas diversas, o feminino tem passado por opressões e preconceitos, estereótipos e muitos desenganos. Mas, a garra de sobreviver em valores e conquistas, traz para as mulheres e seus afins, a soberania de somar o maior dos seus amores, o Amor à sua própria feminilidade. Amar-se é o passo maior, a chave de seu estar no mundo, a causa de poder doar aos filhos, amigos, carreiras, profissões, etc, com requintes de solidariedade ou disposição para embates, disputando lugares e espalhando luzes. Muitas vezes, mesmo em momentos de derrota, as criaturas de caráter feminino, sabem que precisam reinventar-se e trocar de pele até, radicalizar em posturas ou aparência, ousar transformar-se para que as reconheçam. Ser amadas, elas sempre sonham, de verdade, por parceiros/parceiras que as respeitem e compreendam. Nem sempre é fácil conseguir ou ter a sorte de cruzar com alguém civilizado o bastante para trocar experiências de vida com dignidade, sem posse, sem cobranças, por amizade e afetos verdadeiros. Solidões se sucedem mas uma fêmea autêntica reconhece em si mesma o quanto é guerreira e pode renunciar em nome do seu amor próprio. Questão de intensidade íntima, avaliar que há na feminilidade um misterioso caminho de superação, à custa de batalhas diárias, de rastros de humilhação para certas situações, mas de grandes vitórias quando se olha pra trás, e, apesar dos abandonos, traições, decepções, esquecimentos, desrespeitos, a gente se percebe viva, tão viva e tão fêmea, com as rugas da maturidade a nos enfeitar os olhos com que expiamos culpas ou nos livramos delas, observando o mundo que recriamos. Femininas esperanças se renovam em almas assim, desbravadoras, que não se acomodaram com os modelos que tentaram lhes enfiar goela abaixo. Cida Torneros