terça-feira, 5 de abril de 2011

Despedida

Despedida


Dos sentimentos que não sinto mais...

sobrou aquele resto de segredo...

já não é mais mistério imaginar-te aqui..

no meio das minhas coxas...

porque estás agora no meio das minhas dores...

paradoxalmente...

dos desejos que não desejo mais...

e... sobra um olhar perdido no horizonte...

vou ver se o mar traz o teu vulto obscuro,

se me devolve alguma réstia de luz do sol

entre a penumbra que me inunda a alma

há um misto de adeus aparvalhado, abobado,

que deixa minhas mãos abanando no vazio,

como se vagassem dançando no universo sem fim,

minhas mãos flutuam como gaivotas sem rumo

enquanto meus sentidos perdem o sentido,

isso deve ser um pesadelo, imagino, um fumo,

um delírio mau, talvez o resultado da ressaca

da embriaguez que foi meu encontro contigo

neste mundo tão confuso, nesta vida tão indecifrável,

neste espaço tão impalpável, neste descompromisso...

Dos sentimentos que não sinto mais...

ficou um amargo na boca do estômago,

um ardor doído no peito abafado,

ficou um calor que me queimou a pele,

machucando a derme, abriu-se uma ferida,

que , para cicatrizar, levará tempo sem correria,

a solidão tão fria, desde a alma vazia,

desde a despedida, voltando a fita, até o primeiro dia...

Aí, nesse ponto do filme, troco a cena...

para que revejas cada quadro da nossa história

como se fosse a produção de um longa de sucesso

a vender ilusões ao público externo, uma balela...

Dos sentimentos que não sinto mais...

preciso descobrir o lugar onde os perdi,

para nunca tornar a reencontrá-los...

24/10/2006



Resenha: Contra-ataque do amor , Tais Bruna Castro


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011



Resenha: Contra-ataque do amor


Autora: Maria Aparecida Torneros


Editora: Usina de Letras


Esse livro não possui uma sinopse assim como também não existe uma forma de dizer como é a história do livro até porque ele não trás uma única história e sim várias.


Contra-ataque do amor, se trata de um livro de contos e memórias sobre relacionamentos e principalmente sobre o amor e a paixão.


É um livro pequeno e muito bem escrito e os contos estão de certa forma ligados um ao outro.


Diferentemente de outros livros desse gênero eu não achei uma leitura arrastada, muito pelo contrário li o livro em menos de uma hora.


Lendo os contos eu tive a sensação de já ter vivenciado ou de ter conhecido alguém que já vivenciou muitas daquelas histórias.


A autora é uma grande defensora dos direitos femininos talvez por esse motivo conseguiu retratar muito bem os sentimentos de nós mulheres em diversas situações.


É um bom livro para você ler e relaxar por alguns minutos, acredito que mesmo quem não gosta muito de livros de contos irá gostar deste.


Para saber mais visite o blog: http://contra-ataquedoamor.blogspot.com/


Postado por Tais Bruna Castro às 15:45

Lo peor de amor - Joaquín Sabina

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Evinha no Sem Censura - Parte II

Evinha no Sem Censura - Parte I

Evinha no Programa da Hebe - Parte 2

RITA PAVONE FORTISSIMO

Novos recados de Moscou

Enviado por Aparecida Torneros - 19.10.2005

14h05m


Novos recados de Moscou



Vendo o tenente-coronel Marcos César Pontes, ao lado do dirigente russo Putin e do presidente brasileiro Lula anunciando a primeira viagem espacial de um brasileiro, senti-me na obrigação de falar sobre o Tony, Antônio Souza, um brasileiro de pouco mais de 20 anos, que viajou para a Rússia, há menos de uma mês.






Já não é pouco sermos amigos, de uns tempos para cá, com a diferença de idade, que soma exatamente a idade dele, mais 10. Sou carioca e ele, paulista. Sempre morei no Rio e ele em Sampa. Ou seja, tenho mais que o dobro do tempo desse menino no mundo. Podia ter sido sua mãe, ou tia, mas sou sua amiga. Nos conhecemos, por acaso, e a amizade surgiu como roubada do tempo-espaço.





Quando ele passou para a escola de Pirassununga, aos 20, comemoramos visitando o Museu do Ipiranga. Isso mesmo, programa cultural com aquele espécime raro, ávido por história brasileira, falante da língua alemã, rabo de cavalo às vésperas de sumir com o novo corte de cabelos para a escola militar, de onde pretendia sair piloto de caça.





Se fomos beber, depois da incursão pelo acervo da Independência, claro que para ele, naturalmente da geração saúde, só suco e água. A mim, coube a parte contaminada da bebida alcoólica, que ele, risonhamente perdoou, brindando até, pois era o seu futuro que eu queria saudar.



Um elogio me brotou: - Parece incrível que na sua idade, você fale um português tão correto. Eu me orgulho disso, seu vocabulário é extenso, concatenado, diferente da garotada que anda por aí.



Tony se foi para os estudos e eu segui minha vida. Trocamos correspondência aqui e alhures, respeitosamente, como cabe aos amigos fraternos. Continuamos amigos. Há cerca de dois meses, ele me ligou para contar a grande e destemida reviravolta da sua vida.



Inscreveu-se, passou, conseguiu, já organizou tudinho, abandonou a história de piloto, e ia viajar, em setembro, para a Rússia, estudar por quatro anos. Queria se despedir de mim. Vai se dedicar na universidade, em Moscou, ao tema "física aero-espacial". E esperou minha reação, num silêncio emocionado.


Como posso descrever o que senti?

Era o tempo atravessado. Nos anos 70, se um amigo de 23 anos me dissesse que ia pra a União Soviética, eu entenderia perfeitamente. Havia o mito do comunismo forte, havia o sonho do brasileiro perseguido pela repressão de direita. Havia uma esquerda crescente e pródiga.


Mas agora?


O que um jovem dessa idade, brasileiro criado em São Paulo, descendente de alemães, ex-aluno do Humboldt, estudante de Pirassununga, morador do Morumbi, falante de um português escorreito, de corpo trabalhado na malhação, leitor de literatura vasta, cheio de namoradinhas patricinhas, tendo um pitt-bul como grande companheiro, detentor dos olhos mais expressivos que um menino brasileiro culto possa ter, o que, meu Santo Antônio dos Pobres, esse rapaz iria fazer tão longe e num lugar onde o sonho parece ter acabado?

Parabenizei-o pela coragem e desejei felicidades na realização do seu novo sonho. Mandei alguns presentinhos, um livro com poemas de Mayakovsky, pedi que assistisse "Dr. Jivago", e que revisse "Adeus, Lênin", descartei pelo menos 30 anos do meu corpo, e , em homenagem ao Tony, esse "Antônio brasileiro", pude me sentir com a idade de outros tempos.




Solicitei, emocionada, que me escreva, descreva e ressuscite em mim o ideal dos povos sofridos, do eterno terceiro mundo, que têm, na sua mocidade, um grande esteio de sonhos e de futuras conquistas.


Vejo o meu amigo Tony embarcando no sonho dos seus antecessores, os jovens da minha geração, como sendo aquele passageiro que sobrou. Deve estar vibrando por lá com o vôo do Tenente Marcos. Depois eu conto o que ele me contar nos próximos tempos, quando me chegarão, atrasados pelo menos algumas décadas, novos recados de Moscou.


Aparecida Torneros é jornalista

quarta-feira, 23 de março de 2011

Maria Bethânia - Todo Sentimento

Erasmo Carlos - Mulher

Gosto que me Enrosco - Sinhô - com Dorival Caymmi

Mulher sexo fragil?

Dizem que a mulher

É o sexo frágil

Mas que mentira

Absurda!

Eu que faço parte

Da rotina de uma delas

Sei que a força

Está com elas...



Vejam como é forte

A que eu conheço

Sua sapiência

Não tem preço

Satisfaz meu ego

Se fingindo submissa

Mas no fundo

Me enfeitiça...



Quando eu chego em casa

À noitinha

Quero uma mulher só minha

Mas prá quem deu luz

Não tem mais jeito

Porque um filho

Quer seu peito...



O outro já reclama

A sua mão

E o outro quer o amor

Que ela tiver

Quatro homens

Dependentes e carentes

Da força da mulher...



Mulher! Mulher!

Do barro

De que você foi gerada

Me veio inspiração

Prá decantar você

Nessa canção...



Mulher! Mulher!

Na escola

Em que você foi

Ensinada

Jamais tirei um 10

Sou forte

Mas não chego

Aos seus pés...



(Erasmo Carlos)

Palestra na Casa de Esanha RJ, A Mulher na Atualidade, 20/03/11

quarta-feira, 16 de março de 2011

PALESTRA "A MULHER NA ATUALIDADE" , DIA 20 DE MARÇO, NA CASA DE ESPAÑA, RJ

A ESCRITORA E JORNALISTA MARIA APARECIDA TORNEROS FARÁ PALESTRA SOBRE O TEMA : "A MULHER NA ATUALIDADE",  NO DOMINGO, DIA 20 DE MARÇO, AS 16 HORAS, NO AUDITÓRIO DA CASA DE ESPAÑA, CLUBE DA COLÔNIA ESPANHOLA NO RIO DE JANEIRO, EM COMEMORAÇÃO AO MÊS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

HAVERÁ SORTEIO DE LIVROS E O CLUBE TERÁ FESTEJOS DURANTE TODO O DIA EM HOMENAGEM ÀS MULHERES.

MARIA APARECIDA TORNEROS É AUTORA DOS LIVROS "A MULHER NECESSÁRIA" E CONTRA-ATAQUE DO AMOR", É PROFISSIONAL DO JORNALISMO HÁ 40 ANOS, E TAMBÉM PROFESSORA UNIVERSITÁRIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL.

NETA DE UMA GALEGA, CARMEN TORNEROS, QUE EMIGROU PARA O BRASIL EM 1910, MARIA APARECIDA EDITOU, DURANTE A DÉCADA DE 80 ATÉ 93, O PERIÓDICO JORNAL DE ESPAÑA, DISTRIBUÍDO NOS CLUBES ESPANHÓIS DE VÁRIOS ESTADOS BRASILEIROS.
SEUS LIVROS TEM ABORDADO, ENTRE OUTROS ASSUNTOS, O MUNDO FEMININO, NA CULTURA, NA SOCIEDADE EM GERAL, NAS RELAÇÕES AFETIVAS, NA SUA LUTA PELO LUGAR AO SOL, PELA CONQUISTA DE SEU PRÓPRIO ESPAÇO, ALÉM DE TEMAS COMO MEIO AMBIENTE, POLÍTICA DE SAÚDE, SERVIÇOS E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES.

SEU PRÓXIMO LIVRO, A SER LANÇADO AINDA EM 2011, É "CRÔNICAS FRÁGEIS PARA MULHERES FORTES".

O CLUBE ESPANHOL FICA NO BAIRRO HUMAITÁ, NA RUA VITÓRIO DA COSTA. A ENTRADA É GRATUITA.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Resenha: Contra-ataque do amor por Maria Aparecida Torneros

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011



Resenha: Contra-ataque do amor por Maria Aparecida Torneros


 

 
Contra-ataque do amor


Autora: Maria Aparecida Torneiros


Editora: Usina de Letras


Esse livro não possui uma sinopse assim como também não existe uma forma de dizer como é a história do livro até porque ele não trás uma única história e sim várias.


Contra-ataque do amor, se trata de um livro de contos e memórias sobre relacionamentos e principalmente sobre o amor e a paixão.


É um livro pequeno e muito bem escrito e os contos estão de certa forma ligados um ao outro.


Diferentemente de outros livros desse gênero eu não achei uma leitura arrastada, muito pelo contrário li o livro em menos de uma hora.


Lendo os contos eu tive a sensação de já ter vivenciado ou de ter conhecido alguém que já vivenciou muitas daquelas histórias.


A autora é uma grande defensora dos direitos femininos talvez por esse motivo conseguiu retratar muito bem os sentimentos de nós mulheres em diversas situações.


É um bom livro para você ler e relaxar por alguns minutos, acredito que mesmo quem não gosta muito de livros de contos irá gostar deste.


Bruna Castro

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Prefácio: Contra-ataque do amor

Prefácio: Contra-ataque do amor




Quando Aparecida Torneros me pediu para que escrevesse o prefácio de seu segundo livro, imediatamente senti a responsabilidade desta tarefa.

Para estar à altura de prefaciar os contos e memórias desta jornalista, que na maturidade se tornara escritora, precisaria estar inspirado. Então, fui buscar a inspiração aonde deveria, lendo seus contos.

Que delícia! O desafio começara bem, no puro prazer de uma boa leitura. Profundo e ágil fui envolvido por um texto comovente que me transportou ao complexo universo feminino.


De um otimismo inteligente, corajosamente nos sugere poder viver intensamente amores, que mesmo não sendo indissolúveis, e talvez por isso mesmo, tornam-se patrimônios emocionais de quem os vive.


O vigor com que a autora se joga na vida, através de seus personagens femininos chega a ser contagiante, em que o pano de fundo parece ser “tudo vale a pena se sua alma não é pequena”.E quando isto acontece, mesmo as formas juvenis de amar ganha uma dinâmica poética que não nos remete ao tatibitati dos amores imaturos.

Ao contrário,nos abastece de um repertório rico, para corações sensíveis, femininos ou não, de qualquer idade.

Nesta paisagem vão aparecendo as Manoelitas , com inúmeras possibilidades, até mesmo de estar “cheia até os bagos” como seu avô ou qualquer macho que se preze.

Aparecem ainda, Marys e Marias, mulheres jovens , de meia idade, mulheres maduras e a velha senhora de sorriso esperto, aparecem as bruxas e as fadas, a santa dando assistência espiritual e a puta, a sexual.


Nestes contos Aparecida Torneros, com sua marca pessoal, qualifica ainda mais este livro de contos, tornando-o, até mesmo necessário. Tanto quanto “a mulher necessária” que acolhe suas necessidades para estar viva e vibrante, sempre disposta ao infalível contra-ataque do amor.


José Arruda


Psicólogo clínico